Izaquiel Augusto da Silva Junior, de 16 anos, foi diagnosticado com condrossarcoma estágio 4, tipo de tumor ósseo que começou no pulmão, causando compressão na medula.
Por G1 Santos
12/12/2020 06h12 Atualizado há 19 minutos
Izaquiel antes e depois da descoberta do tumor — Foto: Arquivo Pessoal
Júnior foi diagnosticado com condrossarcoma estágio 4, tipo de tumor ósseo que começou no pulmão, causando compressão na medula. A doença fez com que ele parasse de andar, precisando adaptar toda a rotina. Segundo a mãe, o filho morreu na última quinta (10), e o corpo foi velado e sepultado nesta sexta-feira (11).
Os primeiros sintomas sentidos pelo jovem foram dores nas costas, e apenas em março os médicos descobriram que se tratava de um câncer. A mãe do adolescente conseguiu uma vaga no Hospital Santa Marcelina, onde ele foi tratado. Ela relata que sentiu todo o apoio do local e dos médicos, mas que o estágio avançado da doença tornou difícil a recuperação. "Ele estava sofrendo muito, falta de ar, não aguentava, pedia socorro", relembra Vilma.
Júnior já havia começado alguns tratamentos, segundo a mãe, mas chegou a um estágio em que os médicos relataram que não havia chance de melhora no quadro. Ela conta que os profissionais se reuniram, e ela chegou a questionar sobre uma cirurgia, mas foi informada de que o procedimento não poderia ser feito, pelas condições do adolescente.
Vilma deixou o emprego para cuidar do filho, entre idas e vindas à capital paulista — Foto: Reprodução/Redes Sociais
"Ele falava que estava com dor, e eu só chorava. É uma tortura ver seu filho com dor e não poder resolver", desabafa.
A mãe e o esposo precisaram sair do emprego por um período, para acompanhar o filho entre idas e vindas à capital paulista. Diarista, ela se diz grata pela mobilização, que conseguiu arrecadar itens essenciais para o dia a dia do adolescente. "Me deixou ensinamentos", finaliza.
Condrossarcoma
O condrossarcoma é um tipo de câncer ósseo. “Corresponde a 11% dos tumores primários do osso, e geralmente acomete a faixa etária acima dos 50 anos. Deste percentual, apenas 2% ocorrem em pacientes com menos de 20 anos”, explica Silvio Borges, oncologista ortopédico do Hospital Ana Costa.
Os ossos mais comumente atingidos são os da pelve, da bacia e do joelho. “A doença pode evoluir com dor, um sintoma bem normal, mas também pode ser até indolor”. A sintomatologia pode levar de semanas a meses, até a origem ser descoberta, segundo explica Borges.
Jovem ficou sem andar por conta de tumor — Foto: Arquivo Pessoal
“Quando temos esse diagnóstico em mãos, fazemos uma diferenciação. Dá para operar esse paciente? Esse paciente tem metástase? Se é doença é localizada, é feita uma cirurgia para tratar. Caso tenha metástase, podemos tentar radio ou quimioterapia. Radioterapia não é tão bom, porque é um tumor que costuma ser resistente”, finaliza.
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